TARRAFAL: PAICV faz balanço negativo da gestão municipal

. Publicado em São Nicolau

O cenário traçado por um documento subscrito pelo primeiro-secretário de setor do partido tambarina, Tito Lívio, dá uma imagem “negra” do município e acusa a equipa dirigida por José Freitas de Brito de ser incapaz e estar desorientada. Em causa o Relatório de Atividades referente a 2013


 

O Conselho de Setor do Tarrafal de São Nicolau do PAICV faz um balanço político negativo da gestão Municipal de José Freitas de Brito (MpD), e considera que o Relatório de Atividades de 2013, apresentado recentemente pela equipa camarária à Assembleia Municipal, “peca pela arrogância, falácias, patranhas e desrespeito para com os tarrafalense”. Esta posição está expressa num comunicado entregue na nossa redacção e assinado pelo primeiro-secretário do partido, Tito Lívio Almeida Gomes (na foto), que é também coordenador do Ministério da Educação e Desporto no Tarrafal.

Município degradou-se ainda mais

Segundo o documento, no ano transato, o município “degradou-se ainda mais”, nomeadamente, ao nível dos serviços camarários, das infraestruturas e em áreas como a Cultura, o Saneamento e a Educação, que “primam pela ausência de programas e de ações que respondam às necessidades” e a ponta, de igual modo, que as localidades do interior “continuam a degradar-se perigosamente”.

Aumento da dívida

O PAICV sustenta que a câmara aumentou exponencialmente a dívida herdada da anterior gestão (presidida por António Soares), passando esta de 15 mil para 50 mil contos e acusa a equipa de José Freitas de Brito de não ter capacidade para “honrar compromissos no pagamento de salários dos trabalhadores”, a quem alegadamente deve “4 quinzenas de salários”, e diz que a autarquia tem em atraso o pagamento da energia eléctrica, de telefones fixos e móveis, da internet e que não transfere os descontos para o INPS nem salda compromissos com as Finanças, uma suposta situação que define como “descaramento, calote e pouca vergonha”.

Paralelamente, o comunicado de imprensa assinado por Tito Lívio acusa também o executivo de ter reduzido ou suprimido, “sem nenhum critério”, os apoios a associações e coletividades do concelho.

Falta de democraticidade

O Conselho de Setor do PAICV acusa José Freitas de Brito e a sua equipa de terem efetuado “vários despedimentos de funcionários que apoiaram a candidatura adversária”, ao mesmo tempo que “vêm contratando novos funcionários sem concurso público” e imputando à gestão municipal do MpD “um comportamento manifestamente ilegal, autoritário, autocrático e antidemocrático”, alegando que tais práticas não poderão prolongar-se.

Relatório de 2013 é o pior de sempre

Alegando que o Relatório de Atividades de 2013 é o “pior” alguma vez apresentado na curta história do Município de Tarrafal, “senão mesmo em todo o país”, o PAICV diz que este foi rabiscado “à pressa” para “enganar os menos atentos” e ser “o ardil para contornar a legislação autárquica vigente”, acusando a Câmara e a Assembleia Municipal de não a cumprirem a Lei.

Sustentando que o relatório está em “discordância” com o Plano de Atividades para 2013, o comunicado sublinha não haver referência “a nenhum projeto programado e executado” no ano findo, para concluir que o Tarrafal “vai regredindo no seu processo de desenvolvimento”, que o edil e a sua equipa “mostram-se incapazes e claramente desorientados”, que “não têm sensibilidade social” e a acusam José Freitas de Brito de “estar nas tintas pelo progresso do município”. Concluindo, o PAICV diz que 2013 “foi um ano perdido” para o Tarrafal.

JSN tentou uma reação da Câmara Municipal para publicar nesta peça, no entanto, o assessor do edil, Alírio Cabral Gomes, remeteu para mais tarde uma posição do executivo, o que poderá ocorrer ainda durante a tarde desta quarta-feira.

 

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Comentários (1)

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  • Ora aqui está mais um camarada-chulo tambarina que vive de borla em casa do Estado e faz política com a viatura oficial do MED. Pobre Titinho se te descobrem a careca até se te veem as cuecas borradas.

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