Ultramarina já contestou posição da FCF

Escrito por Editor JSN . Publicado em São Nicolau

Defesa foi apresentada ontem à direção da FCF, com o Ultramarina a contestar as acusações e a pedir o arquivamento do processo

 


O JSN apurou que o FC Ultramarina cumpriu o prazo e entregou ontem à FCF a contestação no processo que envolve a não realização do jogo da primeira mão das meias-finais do campeonato nacional de futebol, com o clube do Tarrafal a pedir o “arquivamento” do processo, sustentando que a própria FCF, na sua acusação “limitou-se a imputar” toda a responsabilidade pela não realização do jogo aos campeões de São Nicolau quando é público que a “responsabilidade administrativa” do campeonato é da própria FCF.


Afirmando ser o Ultramarina uma “equipa séria”, a defesa lembra que este emblemático clube do Tarrafal sempre cumpriu “com empenho, esforço, dedicação e amor ao futebol” as regras e regulamentos em pauta, daí que imputar-lhe responsabilidade é uma tentativa de “sacudir a água do capote e atirar as culpas a quem não é devido”.


Num documento de dez páginas e com 55 pontos e que o JSN teve acesso, o advogado do Ultramarina, Armindo Gomes, trata de clarificar as dúvidas da FCF e questiona a legalidade de um processo disciplinar contra o Ultramarina sem uma decisão coletiva, admitindo pois que o referido processo “padece do vício da nulidade” até porque não existe qualquer deliberação do conselho de disciplina, enquanto órgão coletivo, a determinar a instauração do processo disciplinar.


A defesa do Ultramarina lembra que o clube “tudo fez” para realizar o jogo tendo inclusivé comparecido no estádio com o mínimo de jogadores exigidos pela FIFA. Acusa, entretanto, a FCF e a associação de futebol de São Nicolau de “falta de diálogo” com dirigentes do Ultra e de “tentativa” de impor “à viva força” as decisões da federação.
“A postura adotada na acusação é no mínimo absurda e contraditória em si mesmo” lê-se no documento que vimos citando.


“O desespero por justiça é gritante, pois a posição adotada na acusação mancha o prestígio, a imagem, o brio e o decoro” da FCF, acrescenta a defesa do Ultra que admite haver “dois pesos e duas medidas” para os intervenientes no jogo da primeira mão das meias-finais.


O Ultramarina arrola um conjunto de pessoas e instituições como testemunhas que a seu ver podem ser ouvidas no processo.


Aguarda-se a todo o momento uma nova posição da FCF agora que o clube de São Nicolau apresentou a sua defesa.


Redação

 

 

 

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