População de Covoada saturada com agente sanitário

Escrito por Editor JSN . Publicado em São Nicolau

A denúncia chega pela voz de um morador local que fala em saturação face ao que considera “arrogância” do agente sanitário que é como que um “cabo chefe” da zona

 


Depois de o MpD ter denunciado a situação que se vive em Covoada eis que um cidadão daquela localidade acaba de nos confirmar na primeira pessoa o caso, alegando que as pessoas dessa encravada comunidade estão saturadas com o agente sanitário, conhecido no meio por Bernardo, um ex- preso devido à fraude eleitoral.

Ao JSN, Tavares Conceição, um profissional liberal ligado à construção civil, deu conta do que considera ser “arbitrariedade” do agente sanitário que funciona como se fosse um representante da câmara municipal da Ribeira Brava na zona. Entretanto nunca foi escolhido para representar a zona.

Segundo o nosso informante, face à falta de emprego público na comunidade de Covoada, e depois de notar que o furacão fred destruiu o centro social onde funciona inclusive o jardim-de-infância, levando parte da cobertura, resolveu ir à câmara para se disponibilizar para a empreitada, já que desde novembro se falava na possibilidade de as obras começarem.

Tendo recebido permissão de um responsável do gabinete técnico, Tavares Conceição escolheu a sua equipa e começou a obra, só que passados cerca de quatro horas depois do início dos trabalhos, o tal agente sanitário aparece no local a mandar paralisar a empreitada. “Não paramos de trabalhar e o Bernardo ligou para a câmara e enviaram um engenheiro para Covoada para dar ordem para parar os trabalhos”, conta o nosso informante que se mostra indignado com esta situação e o alegado poder que o agente sanitário tem na zona.

Tavares Conceição quer saber como é possível um simples cidadão ter esse poder todo na Covoada, impondo inclusive ordens à câmara municipal.

Na linha do que denunciou o MpD aquando da sua recente visita àquela zona, o nosso interlocutor denuncia a situação vivida com o mesmo cidadão enquanto agente sanitário. “Muitas pessoas vão à USB e ele não está no seu posto de trabalho, por isso muitas pessoas tem de deslocar para Fajã” para serem tratadas.

“Nós queremos saber onde é o seu local de trabalho porque quando precisamos dele não o encontramos”, pede o nosso informante que não descarta outras formas de reivindicação caso a pessoa em causa continue com os seus “desmandos” e com atitude “arrogante”.


AC

 

 

 

 

comments

Comentários (0)

Cancel or

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Edição em papel

Brevemente disponível
para download em PDF
(Gratuito)