MpD constata que população de Covoada exige ser tratada com dignidade

Escrito por Editor JSN . Publicado em São Nicolau

O MpD em São Nicolau continua a sua caminhada porta-a-porta e neste sábado, 13 de fevereiro, esteve em Covoada onde registou vários preocupações das pessoas que exigem ser tratadas com dignidade

 


Uma das críticas recai sobre um morador que é agente sanitário local que de acordo com a população local “é quem manda” na comunidade, mesmo sem ser escolhido pelos moradores para ser seu representante.

A equipa do MpD, informa em nota de imprensa que constatou no terreno que as pessoas vivem “aterrorizadas” por causa do referido agente sanitário e representante do PAICV. “Ele trata as pessoas como se fossem animais” e isto é um “terrorismo político”, desabafou um jovem, ouvido pelo MpD. Faz até ameaças do tipo: “já estive na cadeia e não tenho medo de lá voltar”.

Salienta-se que o agente sanitário e representante do PAICV em Covoada foi julgado e condenado à prisão pelo caso de fraude eleitoral na localidade em 2001, onde até os mortos votaram.

Muitas pessoas adiantaram à comitiva do MpD que o atual agente sanitário não tem condições para as funções que exerce. Segundo dizem, quase nunca o agente está na USB e muitas vezes deixa os utentes à sua espera e quando chega tem “atitudes pouco abonatórias à função”.

A população diz também que o mesmo não reúne condições para ser representante da comunidade nem junto da câmara municipal nem junto de qualquer outra entidade. “Nunca o elegemos. Ele é que pôs a sua cabeça como chefe da zona”, denunciam. “Todas as obras na zona está sob a sua responsabilidade mas ele não entende nada de construção”, criticam as pessoas abordadas pela delegação do MpD que acusam a câmara da Ribeira Brava e a delegação do MDR de serem “cúmplices” dos “desmandos deste senhor”.

A população de Covoada critica ainda a autarquia local da Ribeira Brava por abandonar essa localidade, mesma crítica é dirigida ao governo central que nunca esteve na zona.

Os alunos do 5.º e 6.º anos assistem aulas em Fajã, a escola do Ensino Básico está em ruínas, o centro social tem estado abandonado, mas as obras já iniciaram. Não há emprego público e o pouco que tem é gerido pelo “cabo chefe da zona” que “discrimina” quem não simpatiza com ele e com o PAICV. “Vivemos numa afronta em Covoada” sintetizou uma moradora que em nome da comunidade exige melhor tratamento das autoridades locais e nacionais, refere o documento enviado pelo MpD à nossa redação.

A comitiva que esteve Covoada foi composta pelas candidatas Celly Paixão e Dorys Silva e o dirigente local do MpD Alírio Cabral Gomes.

 

 

 

 

 

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