Comunidade piscatória do Tarrafal em workshop sobre reserva de Santa Luzia

Escrito por Editor JSN . Publicado em São Nicolau


Encontro decorreu no passado domingo, no Centro Cultural e o workshop foi destinado a pescadores, peixeiras, donos de botes, e todas as pessoas ligadas à pesca, porque a organização quer que todas as pessoas estejam sensibilizados

 

 

A comunidade piscatória do Tarrafal ilha de São Nicolau participou no último domingo, 24, de um workshop sobre a reserva de Santa Luzia e dos ilhéus Branco e Raso. A comunidade do Tarrafal é considera pela coordenadora das áreas protegidas, como uma comunidade muito importante para a reserva de Santa Luzia.

 

O workshop foi organizado pela Direção-geral do Ambiente e pelo escritório insular das áreas protegidas sedeado na ilha de São Vicente, que superintende a reserva de Santa Luzia.

 

De acordo com Silvana Monteiro, coordenadora das áreas protegidas de Santa Luzia, o objetivo do referido workshop é sensibilizar os pescadores para as atividades que serão realizadas posteriormente: “nós temos um plano de gestão que vai ser implementado ainda esse ano”, assegura, fazendo saber que o plano de gestão prevê um conjunto de atividades, mas o principal é a fiscalização no mar e na terra, mas para isso, primeiro, a organização quer todos os pescadores bem informados principalmente sobre a fiscalização. "Temos que informá-las: as pessoas têm que saber por que vai acontecer essa fiscalização", sustenta.

 

O workshop foi destinado a pescadores, peixeiras, donos de botes, e todas as pessoas ligadas à pesca, porque a organização quer que todas as pessoas estejam sensibilizados. Silvana Monteiro diz que esperava a participação de um maior número de pessoas, mas os que estiveram no encontro de domingo mostraram que captaram a mensagem.

 

"A comunidade (picatória) do Tarrafal é uma comunidade muito importante para a reserva de Santa Luzia”, sublinhou a nossa informante que observa que o trabalho dos pescadores do Tarrafal é feito no Ilhéu Raso. “Normalmente não chegam a Santa Luzia, é uma comunidade que trabalha bem, não dá muito problema, costuma cumprir as regras, não tem tido muita denuncia de atividades de pesca ilegal e faz uma pesca muito simples", enalteceu.

 

A coordenadora falou dos problemas de transporte para viajar periodicamente para São Nicolau e apelou a uma maior participação das pessoas neste processo que deve ser feito em conjunto. “Estamos a começar a implementar tudo o que foi planeado e precisamos do apoio e da presença das pessoas", pediu.

 

A organização quer estar mais próximo possível, como revela a responsável justificando que a pesca artesanal é um dos patrimónios, e por isso querem também preservar o contacto com os pescadores e também para que eles se sintam mais lembrados e mais satisfeitos.


AC

 

 

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