RIBEIRA BRAVA: MpD diz que Plano de Atividades da autarquia tem “rosto sombrio”

Escrito por Antonio . Publicado em São Nicolau

A Comissão Política Concelhia ventoinha diz que o documento está amarrado a ideias de gestão conservadoras e que o orçamento revela que a edilidade não tem capacidade de gerar receitas. E acusa Américo Nascimento de fazer segredo sobre o montante real desviado dos cofres municipais


 

Reagindo à aprovação do Plano de Atividades da Câmara Municipal da Ribeira Brava, que passou apenas com os votos favoráveis do PAICV na última sessão da Assembleia Municipal, a Comissão Política Concelhia (CPC) do MpD considera que “estamos perante um Plano de Atividades de rosto sombrio e sem uma visão estratégica para o desenvolvimento do Município e nem satisfaz os anseios dos munícipes desde concelho”, pode ler-se num comunicado chegado à nossa redação.

Segundo o MpD, trata-se de “um plano redutor nas opções e amarrado em ideias de gestão muito conservadoras que vêm bloqueando, a exemplo dos últimos anos, todo o tecido empresarial do concelho”, nomeadamente ao não dar “resposta aos muitos problemas que se vêm acentuando com a vigência deste executivo”; ao não definir “claramente as prioridades”; ao não dar “respostas concretas às reais preocupações das pessoas”; ao não ser “estruturante”; não ter “cronograma de realizações” e estar desarticulado do orçamento.

Câmara é incapaz de aumentar receitas…

Ainda segundo a organização local ventoinha, “o orçamento é espelho do plano de atividades. Não se veem na equipa da Câmara Municipal capacidades para aumento das receitas, a não ser por via de impostos dos contribuintes”. O MpD acusa ainda o executivo de Américo Nascimento (“Meca”) de falta de prudência na gestão do erário público.

… mas é pródigo a recorrer a empréstimos

“Pela terceira vez o edil vai recorrer ao empréstimo bancário de 30 mil contos para pagar as dívidas dos empréstimos anteriores (a do campo de futebol e moradias para jovens quadros), totalizando um valor aproximado de 110 mil contos da dívida que os munícipes terão que pagar”, refere ainda o comunicado, considerando que o edil “falhou” na decisão de mandar construir as ditas moradias, já não se registou qualquer aderência dos jovens quadros do concelho. Ou seja, nenhuma delas foi ainda vendida.

“Meca” faz segredo do desfalque

Para finalizar, a CPC do MpD acusa ainda “Meca” de fazer segredo do montante desviado dos cofres municipais (ver aqui e aqui), alegando que a falta de respostas, demonstra claramente a vontade do Sr. Presidente da Câmara em esconder a verdade”, o que estará a provocar “insatisfação” junto dos munícipes.

 

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