TARRAFAL: Chefia local da Polícia quer “limpar a casa”

. Publicado em São Nicolau

Contrariando os anticorpos à autoridade do Estado e a uma conduta digna por parte de alguns agentes, as mais recentes chefias da Esquadra vêm-se opondo à indisciplina e a atos delinquentes praticados sob uma suposta impunidade garantida pela farda, e empreendendo ações concretas na prevenção e combate ao crime


 

No decurso das três peças publicadas pelo JSN sobre o caso de um agente da Polícia Nacional (PN), que invadiu a Escola Secundária Pedro Corsino de Azevedo, no último sábado, para se travar de razões com uma aluna menor com quem alegadamente mantém uma relação íntima (e da qual suspeitava ter-lhe subtraído a arma de serviço), é percetível que os anticorpos à autoridade do Estado e a uma conduta digna por parte de alguns agentes, têm pela frente a firme determinação das duas últimas chefias locais.

Mas, pesem embora os esforços empreendidos pelo anterior Chefe de Esquadra, José Semedo – que, dentro das suas possibilidades, conseguiu imprimar alguma ordem na corporação local -, o certo é que o mal é antigo e, necessariamente, terá de passar por uma profunda limpeza, retomando o prestígio temporariamente perdido pela Polícia no Tarrafal, ferindo a relação de confiança e respeito entre a comunidade e a corporação.

Determinação na prevenção e combate ao crime

Na mesma linha de “meter ordem à casa” parece pautar-se a conduta do atual Chefe de Esquadra, José Carlos Tavares, visível aliás no agendamento de algumas operações de combate ao tráfico de estupefacientes, como a ocorrida na última sexta-feira, 26, em Praia d’Tedja, e que permitiu a detenção e apresentação ao Ministério Público de um alegado “passador” de drogas local (já que os traficantes “a sério” – e que ostentam sinais exteriores de riqueza injustificáveis - raramente caem nas malhas da Justiça). Uma operação que terá tido como impulso as recorrentes queixas de moradores daquela zona, fartos da presença de traficantes e consumidores.

No entanto, ao mesmo tempo que a determinação das chefias, na prevenção e combate ao crime, é valorizada pela população, injustificável se apresenta a política disciplinar da corporação, pouco firme na punição de agentes prevaricadores, utilizando o expediente das transferências consecutivas, não cortando o mal pela raiz e exportando o problema para outras ilhas.

 

Notícia relacionada

TARRAFAL: Arma de serviço do agente que invadiu escola secundária encontrada junto a “boca” de tráfico

 

comments

Comentários (0)

Cancel or

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Edição em papel

Brevemente disponível
para download em PDF
(Gratuito)