TARRAFAL: António Soares é contra festas do município

. Publicado em São Nicolau

O ex-edil acusa o atual executivo de “esbanjamento do erário público” e, por tal, o líder regional do PAICV defende o fim do Festival de Praia d’Tedja e as celebrações do Dia do Município. Quem agora acusa a câmara de “dívidas avultadas” é o mesmo homem que deixou os cofres municipais a zero e uma dívida de mais de 15 mil contos, que a atual vereação ainda está a pagar


 

O ex-presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, António Soares, derrotado por José Freitas de Brito nas eleições de 2012, veio a publico criticar a atual gestão municipal, acusando-a de “esbanjamento do erário público”. O ex-edil, que é líder regional do PAICV, comentava para a Inforpress as recentes festividades que assinalaram a elevação do Tarrafal a município.

Ironicamente, o homem responsável pelo endividamento da autarquia, vem agora aludir a “dívidas avultadas” e a sugerir que as comemorações deveriam ser “ponderadas”, nomeadamente, a realização do Festival de Praia d’Tedja. Segundo Soares, “num momento de crise nós temos que ponderar os festivais porque nenhum patrocinador suporta, na totalidade, todas as realizações”. Uma posição, aliás, que não é de estranhar. No tempo da sua gestão o festival tinha fraca qualidade, muito longe da dimensão nacional que começa a adquirir e o Dia do Município nunca mereceu qualquer relevância, ao contrário do que agora acontece.

Críticas não são levadas a sério

António Soares defende ainda haver “uma má gestão financeira” por parte da equipa de José Freitas de Brito, que alegadamente vem somando dívidas com a realização de eventos, dinheiro que poderia ser destinado a outros fins, nomeadamente para o saneamento, saúde e educação.

As críticas de Soares, no entanto, parecem não ser levadas muito a sério no município. Na memória das pessoas está a dívida corrente deixada pelo ex-edil, que ultrapassa os 15 mil contos, bem assim as dívidas decorrentes da construção do Estádio Municipal (à volta dos 50 milhões de escudos), uma verba que o então edil não quis canalizar para saneamento, saúde e educação... como sugere ao atual executivo. Situações que ainda têm reflexos nos fragilizados cofres municipais. Segundo informação fornecida por José Freitas de Brito na última Assembleia Municipal, realizada em junho deste ano, da dívida aos fornecedores, na ordem dos 16.632.688$00, apenas dois milhões e 400 mil escudos são da responsabilidade da atual administração.

António Soares que vem agora acusar a atual equipa municipal de “má gestão financeira”, é o mesmo que, em janeiro de 2012, deixou de pagar a renda dos Paços do Concelho (960 contos de dívida em agosto desse ano), deixou calotes no INPS na ordem dos 1200 contos, 1100 contos referentes ao IUR, 1400 à Electra e 8 mil contos de dívidas à banca, bem como débitos na ordem dos 1700 contos no que se refere à Educação. Para já não falar na venda de um terreno à sua própria esposa, por metade do preço, permitindo-se inclusive adulterar documentos, lesando os cofres municipais.

 

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