DORYS SILVA: PAICV está “desorientado e sem rumo”

. Publicado em São Nicolau

Depois da reação do executivo municipal às acusações do líder local do PAICV, Tito Lívio, que acusou o edil de ser autoritário e antidemocrático, é a vez do MpD tomar posição contra “alguém tido como responsável de uma fação do PAICV no Tarrafal”


 

Reagindo à acusação do líder local do PAICV, Tito Lívio, de que a Câmara Municipal do Tarrafal (MpD) censura a oposição, a líder de bancada ventoinha na Assembleia Municipal (e membro da Comissão Política Concelhia), Dorys Silva Santos, defende que este partido “deve ter postura de honestidade e seriedade” e que “não vale qualquer crítica”, concluindo que a minoria municipal está “desorientada e sem rumo”. Uma reação que surge após uma outra da responsabilidade do gabinete de José Freitas de Brito.

Ataques pessoais

“Cada vez que um seu dirigente vem à praça pública tecer comentários sobre a administração municipal há inverdades ditas de forma descarada, tudo numa clara tentativa de denegrir a imagem dos autarcas que estão a realizar um excelente trabalho, apesar das muitas limitações de ordem financeira”, sustenta Dorys Silva Santos, acrescentando não haver “críticas perante o trabalho feito, mas sim ataques às pessoas que os tarrafalenses elegeram”, o que considera inadmissível.

A dirigente local do MpD considera que a posição tornada pública por Tito Lívio, “alguém tido como responsável de uma fação do PAICV no Tarrafal”, é caracterizada por “demagogia e inverdades”, ao afirmar que há censura aos deputados municipais da oposição por, alegadamente, não ser dado direito à palavra nas sessões públicas da câmara.

PAICV nunca compareceu em sessões solenes

Dorys estranha tal posição, já que “é sabido que os eleitos do PAICV nunca compareceram a uma sessão da câmara, desde que a maioria do MpD assumiu a administração municipal”, dando o exemplo da sua ausência em ocasiões solenes como o Dia de São Francisco e o Dia do Município.

“É conveniente esclarecer a opinião pública que o PAICV nunca se dignou a estar presente numa sessão solene promovida pela Câmara Municipal, e que, no ano passado, por ocasião de São Francisco, as duas bancadas foram convidadas a usar da palavra” e “a do MpD fez-se presente e discursou, mas a do PAICV primou pela ausência”, não apresentando qualquer justificação.

Ainda segundo Dorys Silva Santos, que tornou pública a sua posição através de um comunicado remetido à imprensa, “durante o mandato do PAICV à frente da Câmara Municipal, não há memória de celebrações do Dia do Município, passando essa efeméride como mais um dia qualquer”, ao contrário da administração de José Freitas de Brito, que decidiu dar solenidade a um dia tão importante para o Tarrafal.

Semear confusão

A dirigente local do MpD aconselha os responsáveis do PAICV “a dignificar, pelo menos, os munícipes que neles votaram e deixar de semear confusão em toda a parte”, porquanto “ser deputado é ser responsável, é ser honesto, é ser sério” e aproveita para “repudiar as sucessivas tentativas de linchamento da imagem institucional” do edil e da sua equipa.

Para Dorys, “apenas quem convive mal com a Liberdade e Democracia, como o PAICV e alguns dos seus responsáveis no Tarrafal, pode estar a acusar o Presidente da Câmara Municipal de atitudes arbitrárias e ilícitas e de ter postura autoritária, autocrática e antidemocrática”. Falando em nome da bancada de eleitos na AM e da Comissão Política Concelhia, Dorys Silva Santos repudia a “atitude de demagogia” do PAICV e de “alguns dos seus supostos dirigentes” e exorta o edil e a sua equipa a “manterem-se firmes” à frente dos destinos do município.

 

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