TARRAFAL: Cães vadios atacam animais para consumo

. Publicado em São Nicolau

Há famílias de poucas posses que tiveram já dezenas de contos de prejuízo, porque “matilhas de cães vadios estão a dizimar os animais”. Mas, apesar das queixas, a comunidade não parece estar muito interessada em ser parte da solução do problema. A autarquia vai endurecer os procedimentos


 

Os cães e outros animais soltos nas ruas e caminhos do Tarrafal, são um problema antigo que, pontualmente atenuado, continua a persistir e já começa a mexer com a vida das pessoas, particularmente das famílias mais vulneráveis, que – segundo informação chegada ao JSN – estão a ter grandes prejuízos já que “matilhas de cães vadios estão a dizimar os animais” para consumo doméstico e venda, como é o caso dos galináceos e gado caprino. Chegou-nos até o relato de que “tem gente pobre que perdeu mais de 100 contos”.

A câmara municipal, de algum modo, está de mãos atadas porque não pode, pura e simplesmente, matar indiscriminadamente os canídeos e outras espécies. No entanto, segundo fonte da autarquia, a partir dos próximos dias, a posição vai ser mais dura, nomeadamente, retendo os animais por 48 horas em instalação municipal e, ao fim desse tempo, caso ninguém os reclame, seguirão para abate.

Autarquia endurece procedimentos

Trata-se de dar expressão prática à postura municipal em matéria de animais soltos, até porque não só cães vadios que andam pelas ruas. Muitas pessoas (um hábito da terra) deixam os seus animais domésticos a vaguear durante vários dias. Mas, com a aplicação prática da postura, os proprietários ao reclamarem os seus animais terão de proceder ao respetivo registo, passando a autarquia a ter dados concretos e atualizados sobre os animais domésticos.

Por outro lado, nos últimos dias, chegou também ao nosso conhecimento que há pessoas a espalhar nas ruas alimentos envenenados. Vários canídeos foram já encontrados mortos na via pública, pondo em causa a saúde dos munícipes. Uma solução extrema que constitui um novo perigo, até porque as crianças podem também ter acesso aos alimentos envenenados.

Instituições desinteressadas

O problema dos animais soltos foi, por diversas vezes, referido em sessões da Assembleia Municipal (por deputados das duas bancadas), no entanto, parece não despertar a atenção da maioria dos cidadãos que, embora reclamem, não se mostram dispostos a ser parte ativa na resolução do problema.

A uma reunião convocada pela câmara, no início de junho, para “equacionar cenários de resposta”, das 15 instituições convidadas apenas quatro se fizeram representar: a Escola Secundária Pedro Corsino de Azevedo, a EBI Lucília Freitas, a Igreja Evangélica Baptista e a bancada do MpD na Assembleia Municipal. Nem mesmo a oposição (PAICV), que insistentemente vem alertado para o problema, marcou presença.

No encontro, concluiu-se que, qualquer cenário de resposta, passa pelo reforço da fiscalização e pela presença mais ativa do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), em relação às zonas fora da cidade, neste caso, no que respeita a animais de trabalho e de consumo.

JSN vai estar atento ao problema e, nos próximos dias, avançará com novos desenvolvimentos.

 

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