TARRAFAL: Câmara reage às “trapalhadas do Tito Lívio”

. Publicado em São Nicolau

O secretário do conselho do setor do PAICV acusou José Freitas de Brito de “censurar” os eleitos tambarina. Em nota do gabinete do edil, a acusação é desmontada e devolvida à procedência. O caso remonta à recente sessão solene comemorativa do 9º aniversário da elevação do Tarrafal a município


 

O gabinete do edil do Tarrafal de São Nicolau reagiu às declarações do líder local do PAICV, Tito Lívio (na foto), publicadas esta quarta-feira num online da praça, onde o dirigente tambarina acusa a gestão municipal do MpD de promover a “censura” ao, supostamente, não permitir que os eleitos do seu partido usem da palavra em sessões especiais da autarquia, nomeadamente na ocorrida no passado dia 2, sábado, onde se assinalou o 9º aniversário da elevação do Tarrafal a município.

“Mais uma trapalhada”

Considerando as declarações de Tito Lívio “mais uma trapalhada”, o comunicado refere que “esta reação do coordenador do PAICV é leviana e despropositada, e tem um único objetivo, típico dos tambarinas: espalhar a confusão em todo o sítio” e adiantando que “a sessão solene do Dia do Município foi celebrada com dignidade como nunca havia acontecido, na presença de um ministro, e de vários convidados, como delegações das câmaras municipais da Ribeira Brava, do Sal, da Boa Vista, de São Vicente, e de outros parceiros, como universidades e instituições privadas”, e onde primaram pela ausência os eleitos tambarina.

PAICV prima pela ausência

“Os deputados municipais do PAICV foram convidados, tal como os eleitos (…) do MpD. Estes marcaram presença, mesmo sem direito a discurso. Os do PAICV não. Não compareceram e nem justificaram a ausência. Mas o Presidente da Assembleia Municipal foi convidado a usar da palavra e fê-lo na condição de representante de todos os eleitos, assim como o Presidente da Câmara, usando da palavra fê-lo em nome de todo o executivo, pode ler-se ainda na nota do gabinete do edil, intitulada “As trapalhadas do Tito Lívio”.

No documento recorda-se um facto passado por ocasião das festividades de São Francisco, deitando por terra os argumentos de Tito Lívio. “A propósito de usar da palavra em sessões especiais no Município, esta Administração está serena e tranquila, não tem lições a receber do PAICV, pois é sabido que no ano passado, apesar de ter sido convidada para discursar na sessão solene do Dia de São Francisco de Assis, a bancada do PAICV não respondeu ao convite, não participou do ato solene e nem se dignou em justificar a ausência”, pode ler-se.

Acusações devolvidas à procedência

Acusando o PAICV de ter uma postura “despudorada” face ao executivo municipal, o gabinete de José Freitas de Brito, recuando no tempo, devolve a acusação ao relembrar que “entre 2005 e 2012” (altura em que António Soares esteve à frente da autarquia) em nenhuma ocasião “a oposição democrática, corporizada no MpD, foi convidada para discursar”, imputando ainda ao PAICV “sucessivas tentativas de manchar a reputação dos responsáveis municipais”.

“Quanto às outras considerações expendidas pelo coordenador Tito Lívio, à pessoa do penhor Presidente da Câmara, José Freitas de Brito, entendemos devolvê-las à procedência, pois mais parecem reflexo da sua própria imagem no espelho”, termina o comunicado chegado à nossa redação, numa alusão às declarações do líder local tambarina que acusou José Freitas de Brito de ter uma postura “autoritária, autocrática e antidemocrática”

 

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