BRAVA: Orlando Balla quer que Governo seja parceiro privilegiado do desenvolvimento da ilha

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

 

A autarquia da ilha das flores avança na próxima semana com um grande evento, um fórum que reúne gente da política, do mundo empresarial, da cultura, do poder local, da diáspora e, ainda, parceiros internacionais, diplomatas e membros do Governo que, durante dois dias, irão debater o futuro da Brava e o seu papel no desenvolvimento de Cabo Verde


O presidente da Câmara Municipal da Brava, Orlando Balla, afirmou hoje que a sua gestão municipal quer que o Governo seja parceiro privilegiado do desenvolvimento da ilha das Flores. “Quero aqui e agora, assumir de forma clara e inequívoca, a nossa total abertura para ter no Governo da República o parceiro privilegiado nesta árdua mas desafiante e ingente tarefa de encontrar um papel para a Brava no contexto nacional, com lealdade institucional e espírito de serviço às populações”, disse o edil num encontro com jornalistas para apresentar o Fórum Nacional de Desenvolvimento da Brava, a ter lugar a 5 e 6 de dezembro na cidade de Nova Sintra.

 

Na ocasião, Balla de igual modo, estendeu o apelo à cooperação internacional para que “tenha em devida conta as realidades locais e regionais no momento em que são alocados recursos ao nosso país, sobretudo no quadro da ajuda orçamental”, bem como aos empresários nacionais e da diáspora a quem manifestou “total disponibilidade para criar as condições favoráveis para os diversos projetos de investimento, que seguramente aparecerão num futuro breve”, referiu o edil.

Aposta no turismo natural e cultural

“O desenvolvimento é uma tarefa colectiva e estaremos sempre abertos para acolher a experiência de todos aqueles que são amigos da Brava e que acreditam que também podemos ser úteis na nobre missão de construirmos um Cabo Verde cada vez mais equilibrado, mais justo e com oportunidades para todos”, disse ainda Orlando Balla, recordando que “desde o primeiro momento” a sua equipa definiu como linha estratégica pôr de pé um plano de desenvolvimento para explorar as “potencialidades da ilha, sobretudo no domínio do turismo natural e cultural e da participação da nossa diáspora”. Uma promessa que, segundo referiu, começa agora a ser cumprida e de que o fórum é uma das suas expressões.

Engajar bravenses e parceiros

Segundo Balla, “para cumprir tal desiderato”, a sua equipa esteve sempre ciente de que “seria necessário um amplo engajamento dos bravenses” e dos “principais parceiros públicos e privados”, que agora terão oportunidade de partilhar ideias e ajudar a encontrar caminhos possíveis para o desenvolvimento da ilha de Eugénio Tavares. Durante dois dias, os participantes no fórum terão ocasião de debater quatro temáticas centrais: Caracterização da realidade socioeconómica da Brava; Estratégia e políticas nacionais para o desenvolvimento da Brava; O Potencial endógeno da Brava; A Economia criativa como ativo de desenvolvimento da ilha e a Brava e sua diáspora.

Acabar com assimetrias regionais e sociais

Orlando Balla manifestou-se seguro de que deste evento “sairão pertinentes e importantes pistas para a conceção de um plano de desenvolvimento que responda aos principais desafios de desenvolvimento da ilha”, nomeadamente, o “aproveitamento das potencialidades turísticas e culturais, a participação da diáspora ou ainda o equacionamento sério da ligação aérea com o resto do país, condição essencial para a atracção de investimentos e para o retorno dos nossos emigrantes”, referiu o edil de Nova Sintra, defendendo o “direito ao desenvolvimento e à felicidade” dos bravenses, bem como a “integração das ilhas no processo de desenvolvimento nacional e da redução definitiva das assimetrias regionais e sociais”.

Jorge Tolentino, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, em representação do Primeiro-ministro, preside à abertura do Fórum Nacional de Desenvolvimento da Brava, que irá ter na sessão de encerramento a presença do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca. Mas no evento participam outras personalidades, nomeadamente, outros membros do Governo, deputados nacionais, autarcas, diplomatas, artistas, especialistas em várias áreas e emigrantes cabo-verdianos.

 

BOA VISTA: Crescimento do turismo não se tem traduzido em benefícios para a população

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

Paralelamente ao luxo ostensivo dos hotéis, a miséria mais extrema é cenário comum na ilha de Cabo Verde com maior fluxo turístico. Uma situação que a Câmara Municipal quer inverter, tirando os turistas dos hotéis e levando-os a visitar as aldeias. A ideia é aumentar a renda das comunidades e fazer acontecer o progresso social, tão arredado da vida das pessoas


A vereadora Iva Espírito Santo colocou o dedo na ferida: "Temos grandes carências. Ao lado deste crescimento do turismo existe uma parte que precisa de uma atenção especial, na educação, saúde, infraestruturas. São pontos que têm de ser desenvolvidos", referiu a autarca responsável por este setor em entrevista à agência Lusa, numa alusão ao tipo de oferta turística que se massificou na Boa Vista, com o número anual de visitantes a ultrapassar os 200 mil, sem que no entanto isso se traduza, na prática, em vantagens para as populações. Com as despesas pagas na origem – maioritariamente na Europa – o regime “tudo incluído” prende os turistas ao hotel e o dinheiro não fica na comunidade fazendo crescer a renda das famílias.

Tirar proveito social do turismo

Uma situação que a Câmara Municipal quer inverter, nomeadamente, tirando os turistas das unidades hoteleiras e pondo-os a visitar as aldeias da ilha das dunas, um projeto que, no entanto, requer “um grande investimento” do Governo central. A ideia é "fazer com que a população melhore efetivamente a qualidade de vida e tire todo o proveito do fluxo de turistas que chega à ilha", refere a vereadora.

O investimento do Governo justifica-se plenamente, principalmente porque a Boa Vista contribuiu de forma gorda para o Produto Interno Bruto (PIB) gerando receitas decorrentes das taxas de visto, aeroportuária, alfandegária e de pernoita. Para Iva Espírito Santo, tais receitas “devem reverter para o desenvolvimento da própria ilha", o que até agora não tem acontecido. "São valores consideráveis e é justo reverterem para o desenvolvimento da ilha, que tem carências graves em educação e saúde", diz ainda a autarca.

Entre o luxo e a miséria

As assimetrias sociais são bem evidentes na ilha onde nasceu a morna. De um lado, o luxo ostensivo dos hotéis e o movimento de entrada e sai de turistas com dólares, euros e libras no bolso; do outro, a miséria mais chocante: os bairros clandestinos e de barracas, sem saneamento, água domiciliária e eletricidade, ali, mesmo junto à capital – a cidade de Sal-Rei.

A construção dos grandes resorts,que levou à Boa Vista, nos últimos dez anos, migrantes de outras ilhas, mas também, guineenses, senegaleses, nigerianos e africanos de outras proveniências, findas as obras, gerou enormes bolsas de pobreza e exclusão social. Numa década, a população da ilha mais que duplicou, passando de 4.209 habitantes, em 2000, para os atuais 9.162. Mas as estruturas sociais e as infraestruturas não estavam preparadas para este crescimento. O Bairro da Boa Esperança – se é que se pode ter alguma esperança num emaranhado de barracas miseráveis – é disso evidentíssimo exemplo.

com sapo.cv

BRAVA: Câmara organiza Fórum Nacional de Desenvolvimento

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

 

O executivo liderado por Orlando Balla vai levar à Brava políticos, universitários, agentes culturais e personalidades da diáspora para, coletivamente, refletirem sobre as potencialidades de desenvolvimento da ilha de Eugénio Tavares, mormente na promissora área do turismo natural e cultural


A próxima semana irá levar à ilha das flores a nata da política cabo-verdiana, diplomatas creditados na cidade da Praia, universitários, gente da cultura, das artes e representantes da diáspora. A Câmara Municipal local organiza o Fórum Nacional de Desenvolvimento da Brava, em 5 e 6 de dezembro, na cidade de Nova Sintra, ocasião para juntar um grande naipe de personalidades refletindo sobre as potencialidades de uma ilha votada ao isolamento durante mais de uma década.

 

Património Nacional e primeira Capital Cabo-verdiana da Cultura, a cidade de Nova Sintra (na foto), durante décadas calcorreada por um dos maiores vultos da cultura cabo-verdiana – o poeta, criador de mornas, jornalista e político republicano Eugénio Tavares -, é palco de um evento que poderá marcar indelevelmente o futuro da Brava e das suas gentes.

Durante esses dois dias especialistas de várias áreas vão empenhar-se numa profunda reflexão sobre as potencialidades da ilha, particularmente naquela que é uma das suas maiores e inexplorada mais-valia: o turismo natural e cultural. Mas o evento quer também abrir um novo ciclo no relacionamento entre o poder local e a emigração, envolvendo no processo de desenvolvimento a diáspora bravense, bem assim como mobilizar parceiros públicos e privados nacionais e estrangeiros e envolvê-los na identificação do papel que a ilha das flores pode protagonizar no próprio processo de desenvolvimento do todo nacional e que, até agora, tem sido displicentemente (no mínimo) descurado.

 

MULHERES: Empresárias promovem dia aberto na Universidade de Santiago

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

A iniciativa é da AMES e visa aproximar o setor empresarial do meio universitário. Na próxima segunda-feira, Fernando Elísio Freire, José Luís Fernandes e Janira Hopffer Almada vão falar a universitários sobre o Código Geral Tributário, O Código do Processo Tributário e o Código das Execuções Tributárias; o Novo Regime Especial para as Micro e Pequenas Empresas; e a proposta de alteração do Código Laboral


A Associação de Mulheres Empresárias de Santiago (AMES) leva a efeito na próxima segunda-feira, 25, uma das ações do Open Day (Dia Aberto) das Universidades, uma iniciativa que pretende aproximar as empresas do meio universitário, dar a conhecer legislação e propostas de lei que melhorem o ambiente de negócios, bem assim estimular uma maior participação e conhecimento sobre o que se passa no meio empresarial.

 

O evento, que conta na sessão de abertura com a presença da ministra de Estado e da Saúde, Cristina Fontes Lima, tem a participação de Fernando Elísio Freire, José Luís Fernandes e Janira Hopffer Almada, que falarão, respetivamente, sobre o Código Geral Tributário, O Código do Processo Tributário e o Código das Execuções Tributárias; o Novo Regime Especial para as Micro e Pequenas Empresas; e a proposta de alteração do Código Laboral.

Esta ação do Open Day está marcada para as 14 horas, no polo da Prainha (Praia) da Universidade de Santiago.

 

FIRME NA ESPERANÇA: Igreja quer aproximar-se dos seus filhos

Escrito por Antonio . Publicado em Regiões

 

A Diocese do Mindelo está em sintonia com os novos tempos ditados pelo Papa Francisco e quer abrir a Igreja à sociedade, neste caso, organizando um ciclo de conferências sobre temas da atualidade cristã


A Igreja Católica está a encerrar o Ano da Fé e inicia agora o ano pastoral diocesano, subordinado ao lema Firmes na Esperança, que marca um novo tempo na sua missão religiosa agora que, sob os novos ventos que sopram do Vaticano pelo Papa Francisco, pretende “aproximar-se, cada vez mais, dos seus filhos”.

Nessa linha de aproximação à sociedade, a diocese do Mindelo está organizar um ciclo de conferências que se inaugura este sábado, 16, pelas 19 horas, na Escola Salesiana, com Jorge Anildo da Luz a dissertar sobre “Fé e Política”.

No próximo dia 31, Dora Morais vai discorrer sobre “Fé e Ciência”, igualmente às, 19 horas, tendo por palco também a Escola Salesiana.

Em 7 de dezembro, é a vez de o próprio Bispo do Mindelo, Dom Ildo Fortes, falar sobre “Igreja, comunhão e diálogo”, o que acontece, também às 19 horas, na Academia Jota Monte,

E, em 14 de dezembro (mas ainda sujeito a confirmação), está previsto um encontro com Tito Paris, uma conversa que terá lugar na sede da Paróquia de São Vicente, às 19 horas. O músico vai discorrer sobre “A música como beleza, elevação e sentido”.

 

Edição em papel

Brevemente disponível
para download em PDF
(Gratuito)