CARLOS FORTES LOPES: Cabo Verde - As necessárias políticas do desenvolvimento nacional

. Publicado em Opinião

Cabo Verde está na encruzilhada da mudança de paradigmas e o novo governo terá que trabalhar árduamente para alcançar os objetivos prometidos durante as campanhas deste ano de 2016

 


Com este novo elenco governamental, pelo vistos transparente, estamos no bom caminho para reconstruirmos a confiança deste povo e seguir rumo ao bem estar de todos os cabo-verdianos.


Convém, entretanto, advertir a todos de que o sucesso das inovações abrangentes dentro do próprio executivo e a nível das restantes instituições governamentais do país exige uma abordagem integrada e de longo prazo para criar soluções em escala.


Para que as mudanças pretendidas sejam alcançadas no tempo previsto e recomendado, o executivo terá que ser humilde e não ter vergonha de pedir a opinião do povo e aplicar sugestões plausíveis e que demonstram a devida e séria objectividade governamental.


Há que fazer um trabalho constante de socialização (Rádios, Televisões, Palestras) bem programada e delineada, com a participação dos membros do executivo, de diferentes sectores da sociedade e das linhas partidárias (organizações sem fins lucrativos, academias, indústrias e a sociedade civil) com uma única mensagem consistente e objectiva.


Para que se construa um setor público robusto e produtivo este governo, eleito pelo povo para mudar o rumo do país, terá que abraçar a inovação, e construir a arquitetura e estrutura necessárias para promover e institucionalizar a sua utilização como um dos principais meios para alcançar melhores resultados.


Pois, a construção deste governo capaz de enfrentar as demandas nacionais do século XXI requer uma estrutura de governança que permite um ecossistema interno de inovação que investe em tecnologia, uma melhor utilização dos dados e parcerias de forma a ser possível alcançarmos resultados positivos.


Neste sentido, este governo terá ainda que permitir uma total transparência, sem precedentes, mantendo o povo informado dos progressos e dos impasses, através de uma máquina governamental totalmente aberta e de dados legíveis.


Manter o povo eleitor informado dos fundos de inovação que escalam o que funciona, novos tipos de parcerias público-privadas e medicina precisão, a administração.


Como já havíamos escrito no livro "Cabo Verde - Os caminhos da Regionalização" (publicação de 2014), com repetição no livro "Cabo Verde - Um caso a ser estudado" (publicação de Março 2016), um governo sério e responsável terá que concentrar as suas energias, economias e finanças na legalização e desenvolvimento das regiões, criando condições para a prática da agricultura e da pesca num patamar mais avançado, exploração das indústrias da biodiversidade, ecológicas e eólicas existentes no país, de forma a termos as condições necessárias para fornecer o sector principal da nossa economia e deixar de depender do exterior para sustentar esta nossa principal indústria nacional que é o Turismo.


Para que isso aconteça há que criar condições nas bases (ilhas) aproveitando das potencialidades de cada uma delas, enquanto se cria consideráveis números de postos de trabalho, tantos nas zonas rurais como piscatórias. Uma forma adequada de expandir e abranger todos os cidadãos residentes.


Temos que encontrar os caminhos do progresso e expandir, dando prioridade orientada para a inovação e a política social.


Cabo Verde está carente de uma boa governação e de uma revisão abrangente e séria de todos os contratos com países amigos e aqueles que escolheram o nosso país para investirem.


Há que dar prioridade á nação e ao seu povo sofredor. O povo eleitor votou mudança e os votos terão que ser respeitados por todos.


Num país tão pequeno como o nosso, basta soubermos traçar as prioridades e trabalhar com seriedade para que todos sejamos contemplados com o nosso quinhão das verbas disponíveis para manter uma sociedade protegida e satisfeita. Criando postos de trabalho em todos os cantos das ilhas é a única forma de alcançarmos o bem-estar nacional.


A Voz do Povo Sofredor.


Carlos Fortes Lopes/Carlosforteslopesgmail.com

 

 

 

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