Nova direção da Rádio Nova quer comunicação capaz de “mudar a atitude das pessoas” – Nita Santos

Escrito por Editor JSN . Publicado em Grande Entrevista

“Estou consciente que se trata de um desafio”, comenta Nita Santos que acaba de assumir a direção da Rádio Nova para um novo tempo de novos desafios. Na entrevista que se segue a nossa colega adianta algumas prioridades da nova fase da emissora cristã de Cabo Verde

 

 


Em quase 23 anos de história a Rádio Nova muda a sua direção para as mãos de um leigo. A jornalista Nita Santos assumiu recentemente a direção da rádio e já fez saber que vai privilegiar uma direção próxima dos colaboradores da estação e ao mesmo tempo “atenta” às dificuldades de vária ordem.

 

Nita Santos assume a Rádio Nova numa altura em que esta emissora de inspiração cristã se prepara para uma parceria com as duas dioceses de Cabo Verde. Ao nosso Jornal, a nova diretora adianta que a Rádio Nova vai continuar “na mesma senda que foi pensada” ou seja um projeto “para servir” as ilhas.

 

Nita Santos indica que a programação da rádio está a ser pensada porque acima de tudo o que se quer é uma rádio para formar, informar e que contribua para uma maior “democratização e liberdade de imprensa” no país.

 


JSN - Com que sentimento assume a direção da Rádio Nova?


Nita Santos - Assumo a direção com sentido de responsabilidade.

“A vida é feita de desafios”. Estou consciente que se trata de um desafio, numa altura em que a vice- província dos Padres Capuchinhos se prepara para uma parceria com as Dioceses de Santiago e de Mindelo em vista a uma revitalização desta estação emissora. Espero que esta parceria produza frutos para o bem do povo destas ilhas.

 

É a primeira pessoa que não é padre a assumir a direção da Rádio Nova nestes quase 23 anos da estação. O que lhe diz este facto?


É verdade. Há sempre uma primeira vez para tudo.

 

Que tipo de direção a Nita vai promover?


Uma direção próxima, uma direção atenta às dificuldades de vária ordem. Estamos a falar de substituição de equipamentos, alguns já obsoletos, os revestimentos dos três estúdios, o gerador automático em situação de corte de energia elétrica, resolver a questão dos pontos de ligação Mindelo/Monte Verde, Boa Vista, Monte Gordo e outros.

A Rádio Nova que quer estar mais perto dos nossos emigrantes, prepara para melhorar o seu site, instrumento de comunicação reduzindo as distâncias.

A questão de reforço jornalístico está também na ordem de prioridades desta direção.

Vai ser uma direção observadora dos talentos e aptidões dos funcionários e colaboradores uma vez que se trata de trabalho de equipa com o fito de alcançar bons resultados.

 

Em dezembro a Rádio Nova assinala 23 anos, já agora como será assinalado este aniversário?

Está agendado para o dia 31, sábado, um encontro com todos os jornalistas, técnicos, colaboradores e amigos e juntos pensarmos o aniversário com atividades desportivas, recreativas e culturais para o mês de dezembro.

 


Desde o início tens sido uma das vozes da Rádio Nova. Primeiro, correspondente no Fogo, depois repórter em São Vicente e agora diretora. Podemos falar que está aberto caminho para doravante a direção não ser apenas de padres?


Não obstante as dificuldades, os padres que estiveram à frente desta estação emissora, desde a sua criação há 23 anos, o frei António Fidalgo, durante 17 anos e o frei Hipólito Barbosa, 6 anos, deram o seu máximo para manter esta instituição, prova disso são os 23 anos que completa no próximo dia 17 de dezembro.

Na esperança de dias melhores, esta direção vai também fazer tudo o que estiver ao seu alcance para aprimorar atributos que carecem de melhorias.

 

Já idealizou alterações na programação? Para quando iremos sentir o estilo da Nita na Rádio Nova?


A Rádio Nova vai continuar na mesma senda que foi pensada, um projeto para servir o povo cabo-verdiano.
O esqueleto irá manter-se, mas, a grelha de programação está a ser pensada com cuidado de forma a trazer programas com mais qualidade, contribuindo para a formação, informação, democratização e liberdade de imprensa. Uma comunicação capaz de transformar e de mudar a atitude das pessoas.

 


Anísia Campinha

 

 

 

 

 

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